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Agronegócio

China mantém tarifa sobre soja dos EUA e favorece PR

A tarifa de 10% que a China mantém sobre a soja dos EUA segue favorecendo o Brasil. Embarques bateram recorde entre junho e agosto, o que ajuda a explicar o melhor preço da soja em 3 anos no Paraná.

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China mantém tarifa sobre soja dos EUA e favorece PR

A tarifa de 10% que a China mantém sobre a soja dos Estados Unidos segue favorecendo o Brasil, e isso ajuda a explicar por que o produtor do Paraná tem vendido a saca pelo melhor preço em mais de três anos. Segundo levantamento da consultoria Agrolink divulgado em 9 de setembro, entre junho e agosto os embarques brasileiros para a China superaram 10 milhões de toneladas por mês, um recorde.

Até 13 de agosto, o país asiático já havia comprado ou embarcado 12,9 milhões de toneladas do compromisso da safra 2025/26, ritmo puxado justamente pela tarifa retaliatória que a China impôs ao produto americano em resposta à guerra comercial iniciada pelos Estados Unidos.

Por que a demanda chinesa segue firme com o Brasil

Historicamente, entre setembro e outubro a China concentraria as compras nos Estados Unidos, período em que a colheita norte-americana avança e pressiona os preços internacionais para baixo. Neste ano, porém, a tarifa de 10% sobre a soja americana mantém o produto brasileiro mais competitivo mesmo nessa janela do calendário, o que sustenta a demanda por origem sul-americana justamente no momento em que ela costumava perder força.

Para a safra 2026/27, as importações totais de soja pela China devem somar 108 milhões de toneladas, volume menor que as 112,6 milhões projetadas para 2025/26. Mesmo com essa retração no total importado, safras robustas no Brasil e na Argentina devem manter os preços de importação competitivos para o comprador chinês, segundo a Agrolink.

O que isso significa para o produtor do Noroeste do Paraná

A força da demanda chinesa é um dos fatores por trás do preço recorde pago pela saca de soja no Paraná neste mês. Para quem está vendendo a produção agora, o cenário externo favorável reforça o momento positivo, mas o mercado observa de perto qualquer sinal de trégua comercial entre Pequim e Washington, que poderia reduzir essa vantagem competitiva nos próximos meses. Enquanto isso, quem já pensa na próxima safrinha também acompanha o recuo no preço do potássio, outro fator que pesa no planejamento da lavoura. Mais notícias do setor estão na editoria de Agronegócio, e a análise completa da Agrolink pode ser conferida no site da consultoria.

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