Preço do potássio cai quase 10% e alivia safrinha 2027
Segundo a StoneX, o cloreto de potássio recuou quase 10% em nove semanas nos portos, enquanto a ureia subiu cerca de 20%. Só 46% do adubo da safrinha 2027 foi comprado.
O preço do cloreto de potássio, um dos principais fertilizantes usados nas lavouras de milho e soja, caiu quase 10% nos portos brasileiros ao longo de nove semanas seguidas. Segundo análise da consultoria StoneX, divulgada na segunda-feira (28), a queda abre uma janela de alívio para o produtor que ainda precisa comprar adubo para a safrinha de milho de 2027.
Mesmo com o recuo, o potássio ainda custa cerca de 5% a mais do que há um ano, mas voltou para perto dos valores praticados no começo de 2026. De acordo com o analista Tomás Pernías, da StoneX, o movimento se explica pela oferta confortável do produto no mercado internacional e pela menor pressa dos compradores.
Preço do potássio cai enquanto a ureia sobe
O cenário não é o mesmo para todos os fertilizantes. Enquanto o potássio perdeu força, a ureia, principal fonte de nitrogênio para o milho, acumulou alta de cerca de 20% em cinco semanas consecutivas. Segundo a StoneX, a valorização vem da demanda aquecida, do custo do gás natural, usado na fabricação do produto, e das incertezas no mercado internacional.
A diferença ajuda a entender por que o custo total da adubação continua pressionado. O Brasil depende muito da importação de potássio: Rússia, Belarus e Canadá respondem por cerca de 75% das exportações mundiais do produto, e, de janeiro a agosto de 2026, o Canadá forneceu 39% do que o país comprou, seguido pela Rússia, com 31%.
O que muda para o produtor do Noroeste do Paraná
Os dados da StoneX mostram que cerca de 46% dos fertilizantes necessários para o milho safrinha de 2027 já foram contratados no Brasil, um pouco acima dos 44% registrados no mesmo período do ano passado. Isso significa que mais da metade das compras ainda está por fazer, e o recuo do potássio chega em boa hora para quem está nesse grupo.
Para o produtor de Umuarama e da região, que planta a soja agora e depois semeia o milho safrinha na mesma área, o momento pede planejamento. Aproveitar o preço mais baixo do potássio pode ajudar a compensar a alta da ureia e a proteger a margem da próxima colheita.
O ritmo das lavouras de verão aparece na reportagem sobre o plantio do milho verão no Paraná, e o comportamento dos grãos está na matéria sobre o preço da soja no Paraná. Outras notícias do setor estão na editoria de Agronegócio, e análises de mercado podem ser acompanhadas no site da StoneX.