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Agronegócio

Exportação de carne bovina cai em julho, mas ano é recorde

A exportação de carne bovina do Brasil recuou 16,1% em julho, puxada pela China, mas o ano segue com volume e receita recordes, segundo a Abiec.

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Exportação de carne bovina cai em julho, mas ano é recorde

A exportação de carne bovina do Brasil somou 264,4 mil toneladas em julho de 2026, volume 16,1% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, segundo a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne). Em receita, os embarques renderam US$ 1,58 bilhão no mês, queda de 5,5% na mesma comparação.

O resultado mensal foi influenciado principalmente pela redução das vendas para a China, após a forte concentração de embarques ao país no primeiro semestre. Em julho, o mercado chinês recebeu 85,8 mil toneladas, 47% abaixo do mesmo mês do ano anterior, movimento ligado ao ritmo da cota de importação estabelecida para a carne brasileira.

Acumulado do ano segue recorde

Apesar do recuo mensal, o Brasil mantém desempenho forte em 2026. De janeiro a julho, os embarques somaram 1,969 milhão de toneladas, alta de 9,9% ante o mesmo período de 2025. A receita acumulada chegou a US$ 11,43 bilhões, avanço de 28,3%, sustentando o ano como recorde para o setor.

Estados Unidos e União Europeia em alta

Enquanto a China reduziu as compras, outros mercados avançaram. Os Estados Unidos importaram 26,06 mil toneladas de carne bovina brasileira em julho, mais que o dobro das 12,66 mil toneladas de julho de 2025 e novo recorde para o período. Já a União Europeia comprou 10,03 mil toneladas no mês, o maior patamar para julho desde 2006.

Veja também os números da safra recorde de grãos da Conab e mais conteúdos na editoria de Agronegócio. Os dados completos estão disponíveis no site da Abiec.

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