Nova York lê nomes de quase 3 mil vítimas em cerimônia dos 25 anos do 11 de Setembro
Nova York, o Pentágono e a Pensilvânia realizam cerimônias nesta sexta-feira (11/09) para marcar os 25 anos dos ataques de 11 de setembro de 2001.
Os Estados Unidos completam hoje, 11 de setembro, 25 anos dos ataques que derrubaram as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, atingiram o Pentágono e derrubaram um avião na Pensilvânia. Cerimônias em três estados marcaram a data com a leitura dos nomes das vítimas e minutos de silêncio.
Em Nova York, a cerimônia no Ground Zero começou às 8h46 (horário local), no exato momento em que o primeiro avião atingiu a Torre Norte em 2001. Familiares das vítimas leram em voz alta os nomes dos quase 3 mil mortos nos atentados de 2001, somados aos seis mortos no atentado ao mesmo complexo em 1993. O evento não teve discursos e contou com a presença de quatro ex-presidentes americanos, líderes militares e agentes que atuaram no resgate na época.
Homenagens em Nova York, no Pentágono e na Pensilvânia
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, participou da cerimônia em Nova York. O presidente Donald Trump prestou homenagem às vítimas em Arlington, na Virgínia, onde fica o Pentágono, um dos alvos atingidos pelos terroristas. Um terceiro ato ocorreu em Shanksville, na Pensilvânia, local onde caiu o voo cujos passageiros reagiram ao sequestro e impediram um quarto ataque.

Pela primeira vez, a cerimônia de Nova York incluiu um sétimo momento de silêncio, dedicado aos milhares de socorristas e moradores que morreram nas últimas duas décadas em decorrência de doenças ligadas à exposição à poeira tóxica liberada pelo colapso das torres.
O que aconteceu em 11 de setembro de 2001
Na manhã daquela terça-feira, 19 terroristas ligados à Al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais nos Estados Unidos. Dois deles atingiram as Torres Norte e Sul do World Trade Center, que desabaram horas depois diante das câmeras do mundo todo. Um terceiro avião atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa americano, e o quarto caiu em um campo na zona rural da Pensilvânia após passageiros tentarem retomar o controle da aeronave.
Ao todo, os ataques mataram cerca de 3 mil pessoas, incluindo 184 no Pentágono e mais de 650 funcionários apenas da empresa Cantor Fitzgerald, que ficava nos andares mais altos da Torre Norte. Os atentados mudaram radicalmente a segurança em aeroportos e voos ao redor do mundo e levaram os Estados Unidos a lançar a chamada Guerra ao Terror, com a invasão do Afeganistão ainda em 2001.
Memória que atravessa gerações
Um dos relatos que marcaram a cerimônia deste ano foi o de Caroline Ogonowski, filha do comandante do voo que atingiu a Torre Norte. Ela levou ao túmulo do pai o neto recém-nascido, batizado em homenagem ao avô que ela perdeu quando ainda era criança, um símbolo de como a data segue viva mesmo 25 anos depois.

No local das antigas torres funciona hoje o Memorial e Museu Nacional do 11 de Setembro, que recebe visitantes de todo o mundo. Mais notícias internacionais e cobertura de jornalismo estão disponíveis na editoria de Jornalismo do Portal Amizade FM, com atualizações também em notícias de Umuarama. Mais informações sobre o memorial e a história dos ataques estão disponíveis no site oficial do National September 11 Memorial & Museum.