Dom João Mamede relembra despertar da vocação
Bispo de Umuarama, Dom João Mamede, relembra em texto pessoal o despertar da vocação sacerdotal na infância, o tempo como coroinha e a entrada no seminário franciscano.
Foto: Diocese de Umuarama
O bispo diocesano de Umuarama, Dom João Mamede, compartilhou um relato pessoal sobre o despertar de sua vocação sacerdotal, publicado originalmente no Informativo Diocesano (ID) em agosto de 2011 e agora replicado “em homenagem às crianças que vieram depois”, segundo o próprio bispo.
Uma promessa na infância
Dom João Mamede conta que a primeira vez que pensou em ser padre foi por volta dos quatro anos de idade, num domingo em que a família, moradora de um sítio, se preparava para ir à Missa na capela do bairro, a cerca de três quilômetros de distância. Um defeito na charrete atrasou a saída, deixando sua mãe agoniada por perder a celebração.
Diante da cena, o irmão mais velho prometeu que, quando crescesse, compraria um carro para levar a mãe à Missa. O futuro bispo respondeu: “Quando eu crescer, vou ser padre e rezar a Missa para a mamãe a hora que ela quiser”. Segundo ele, os familiares não confirmam a lembrança do episódio, mas a frase nunca se apagou de sua memória.
Coroinha na igreja São Benedito
Aos oito anos, a família se mudou do sítio para a cidade de Caçapava, no interior de São Paulo. Um ano depois, Dom João Mamede tornou-se coroinha na igreja São Benedito, dos Frades Menores Conventuais, onde passava boa parte do dia entre a sacristia, o salão e a casa paroquial. Aos dez anos, o pároco o nomeou coordenador de um grupo de cerca de 50 coroinhas, responsável pelas escalas das Missas, na época, ainda celebradas em latim. A gente ficava horas decorando a nossa parte… Et cum espiritu tuo…. Deo gratias …. Gloria tibi Domine etc.
O bispo relembra também a admiração pelos frades franciscanos, a quem considerava “as melhores pessoas da face da terra”, e a rotina de ajudar o frei Egídio Carlotto a montar, todos os anos, um presépio elétrico com figuras em movimento na igreja.
O ingresso no seminário
Aos 14 anos, Dom João Mamede entrou no seminário dos frades franciscanos, na cidade de Santo André, em São Paulo, dando início à sua formação. Com o tempo, percebeu que os frades que admirava também tinham limites e fraquezas. O que, segundo ele, não diminuiu a certeza da vocação: “Acho que eu vi a alma daqueles frades. E isso é o que conta”, escreve.
O que é discernimento vocacional
No texto, o bispo resume o que entende por discernimento vocacional: “estou ou não fascinado por este caminho? Vi ou não a alma do padre?”. Ele cita ainda uma frase da atriz Fernanda Montenegro sobre vocação e talento para ilustrar a ideia: “Vocação! Porque tendo vocação, talento você dá um jeito de arrumar!”.
Dom João Mamede encerra o relato afirmando que nunca se viu de outro modo que não sacerdote e que, até hoje, não se arrepende de nenhum momento dessa escolha.
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Fonte: texto assinado por Dom João Mamede, bispo diocesano de Umuarama, republicado a partir do Informativo Diocesano (ID) de agosto de 2011.
Mais informações na Diocese de Umuarama.