SUS passa a oferecer 9 remédios novos contra câncer no PR
Ministério da Saúde começa a oferecer no SUS nove medicamentos oncológicos de alta tecnologia, em 20 centros de 17 estados, incluindo o Paraná. Oferta deve chegar a todos os centros até o fim do ano.
O Ministério da Saúde começou a oferecer nove novos medicamentos oncológicos no SUS, remédios de alta tecnologia usados contra cânceres de mama, próstata, pulmão, rim, estômago, tireoide e alguns tipos de linfoma e leucemia. O anúncio foi feito nesta terça-feira (20), e o Paraná está entre os 17 estados que recebem a primeira etapa da distribuição.
Segundo o ministério, a oferta começou nesta semana em 20 centros de tratamento de câncer espalhados por todas as regiões do país. A previsão é levar os medicamentos a todos os demais centros habilitados até o fim do ano. Além do Paraná, participam desta fase São Paulo, Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí, Pará, Amazonas, Rio de Janeiro, Paraíba, Distrito Federal, Minas Gerais, Goiás, Rondônia, Rio Grande do Sul, Tocantins e Sergipe.
Quais são os medicamentos oncológicos que chegam ao SUS
De acordo com o Ministério da Saúde, a lista inclui:
- Trastuzumabe, para câncer de estômago e da junção gastroesofágica;
- Abemaciclibe, para câncer de mama inicial com linfonodos positivos ou avançado (receptor hormonal positivo e HER2 negativo);
- Acetato de lanreotida, para tumores neuroendócrinos;
- Pazopanibe, para câncer de rim metastático de células claras;
- Rituximabe, para leucemia linfocítica crônica em primeira linha, linfoma folicular e linfoma difuso de grandes células B;
- Abiraterona, para câncer de próstata em diferentes situações, metastático ou não;
- Gefitinibe, para câncer de pulmão de não pequenas células em primeira linha;
- TSH recombinante (alfatirotropina), para câncer diferenciado de tireoide com indicação de iodo radioativo;
- Sunitinibe, para câncer de rim metastático e para tumor estromal gastrointestinal (GIST) avançado após falha do imatinibe.
O custo anual de aquisição desses nove remédios é de R$ 155,4 milhões, segundo a pasta. Para dar uma ideia do peso no bolso, o ministério informa que o abemaciclibe pode custar até R$ 366 mil na rede privada. “Estamos ampliando e qualificando a rede de câncer em todo o país com o que tem de mais moderno e avançado”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.
Pacote prevê 23 novos remédios e teste para câncer de intestino
Os nove medicamentos fazem parte de um pacote maior. Até o fim do ano, o ministério prevê incorporar 23 novos oncológicos, o que representa ampliação de 35% nas opções disponíveis na rede pública, para 13 indicações de câncer e mais de 116 mil pacientes beneficiados. O impacto anual estimado é de R$ 4 bilhões.
Outra novidade é o rastreamento do câncer colorretal (intestino). Foram distribuídos aos estados 400 mil testes imunoquímicos de sangue oculto nas fezes (FIT), voltados a adultos sem sintomas de 50 a 75 anos. A implantação nas unidades básicas começa em novembro, de forma gradual, pelas capitais e cidades com mais de 500 mil habitantes.
O que muda para quem se trata em Umuarama
Para os pacientes de Umuarama e região, a novidade vale para quem faz tratamento oncológico pelo SUS em serviço habilitado, como a Uopeccan de Umuarama. O ministério não divulgou a lista dos 20 centros desta primeira fase, por isso a orientação é que o paciente converse com a equipe que acompanha o tratamento para saber se algum dos novos remédios se aplica ao seu caso e quando ele estará disponível na unidade. A indicação de cada medicamento depende do tipo e do estágio do câncer, definidos pelo médico responsável.
A ampliação se soma a outras mudanças recentes na oncologia do SUS, como a chegada de novos medicamentos contra o câncer de pulmão. Os detalhes do anúncio estão no site do Ministério da Saúde.