Soja brasileira mantém valorização com demanda aquecida
O mercado da soja segue fortalecido no início de julho, impulsionado pela valorização do dólar, demanda internacional consistente e negociações antecipadas para exportação, conforme levantamento do Cepea.
Soja brasileira mantém ritmo de valorização com demanda externa aquecida em julho
Câmbio favorável, prêmios de exportação elevados e interesse internacional impulsionam negociações antecipadas da safra, aponta Cepea.
O mercado brasileiro de soja iniciou julho mantendo o cenário positivo observado desde o mês passado. De acordo com informações divulgadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a combinação entre a valorização do dólar frente ao real e o fortalecimento da demanda internacional tem sustentado os preços da oleaginosa e estimulado novos negócios para exportação.
Segundo os pesquisadores do Cepea, o câmbio mais favorável aumentou a competitividade da soja produzida no Brasil no mercado externo. Esse movimento também contribuiu para manter os prêmios de exportação em níveis elevados, incentivando produtores e compradores a anteciparem negociações para os próximos meses.
Mercado interno segue sustentado
No mercado doméstico, as cotações da soja em grão continuam em alta. O Cepea destaca que esse comportamento ocorre mesmo diante da redução da disponibilidade de cotas portuárias destinadas aos embarques imediatos, situação que limita parte das operações de curto prazo, mas não impede a valorização do produto.
O cenário reflete a forte procura internacional pela produção brasileira, fator que segue dando suporte aos preços praticados no país.
Negócios para novembro são antecipados
Outro aspecto observado pelos pesquisadores é a antecipação das negociações voltadas para embarques previstos para novembro. Conforme o Cepea, esse tipo de contrato passou a ser fechado já no início de julho.
Na temporada anterior, operações semelhantes começaram apenas em agosto, período que já era considerado adiantado pelos participantes do mercado. Neste ano, entretanto, a comercialização ocorre em ritmo ainda mais acelerado.
Segundo o Centro de Pesquisas, esse avanço é resultado da combinação entre dólar valorizado, prêmios de exportação mais atrativos e uma demanda internacional consistente pela soja brasileira, fatores que seguem fortalecendo o desempenho do setor.
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