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Jornalismo

Filipe Barros e Deltan são eleitos ao Senado pelo Paraná

Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) foram os mais votados para o Senado no Paraná. A validade dos votos de Deltan ainda depende de julgamento do plenário do TSE.

Publicado Atualizado
Filipe Barros e Deltan Dallagnol, eleitos ao Senado pelo Paraná

Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) foram eleitos ao Senado pelo Paraná neste domingo (4), segundo a totalização do TSE, mas o resultado ainda não é definitivo. A validade dos votos de Deltan depende de um julgamento do plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), depois de uma disputa jurídica que se estendeu até minutos antes da abertura das urnas.

Votação para o Senado pelo Paraná

Com 100% das urnas apuradas, Barros recebeu 3.148.583 votos (27,25% dos válidos) e Deltan, 2.904.594 (25,14%), segundo o TSE. Cada eleitor podia escolher dois nomes.

  • Filipe Barros (PL): 3.148.583 votos (27,25%)
  • Deltan Dallagnol (Novo): 2.904.594 votos (25,14%)
  • Alexandre Curi (Republicanos): 1.947.135 votos (16,85%)
  • Gleisi (PT): 1.542.636 votos (13,35%)
  • Dr. Rosinha (PT): 1.154.143 votos (9,99%)
  • Cristina Graeml (PSD): 737.893 votos (6,39%)

Karen Guerreiro (Missão), Joaquim do MLB (UP) e Marcelo Marcelino (PCO) somaram menos de 1,1%. Os votos de Marcelino aparecem como anulados, porque a candidatura está sub judice.

Decisões de sábado e domingo deixaram votos de Deltan em suspenso

O TRE-PR havia aprovado a candidatura por 4 votos a 3, mas a coligação liderada pelo PT recorreu ao TSE, com o argumento de que o ex-procurador está inelegível até 2030. Às 19h32 de sábado (3), o ministro do TSE Floriano de Azevedo Marques indeferiu o registro de Deltan com base na Lei da Ficha Limpa e mandou que os votos dados a ele fossem tratados como nulos, segundo a Gazeta do Povo. O argumento retoma o caso de 2023, quando o TSE cassou o mandato de deputado federal de Deltan por entender que ele deixou o Ministério Público Federal para escapar de possíveis inelegibilidades.

No domingo, cerca de 15 minutos antes do início da votação, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, suspendeu a decisão. Ele não analisou se Deltan é ou não inelegível, mas entendeu que uma decisão individual não poderia produzir efeitos definitivos antes do julgamento pelo colegiado. Com isso, os votos foram contados normalmente. Se o plenário vier a anular os votos, a totalização terá de ser refeita, e a Rádio Senado aponta que a legislação pode levar a uma nova eleição para o Senado no estado.

Quem são os mais votados

Natural de Londrina, Filipe Barros tem 35 anos e é deputado federal desde 2019. Segundo a Rádio Senado, ele será o senador mais jovem da história do Paraná. Os suplentes dele são Paulo Base e Sergio Domingues, ambos do PL. Deltan, ex-procurador da Lava Jato, tem como suplentes Professor Picler (PL) e Markenson Marques dos Santos (Novo).

Somadas à eleição de Sergio Moro para o governo, cuja vaga no Senado passa ao suplente Luis Felipe Cunha (União Brasil), as vitórias mudam toda a representação do Paraná na Casa. Em Umuarama, a ordem foi a mesma, com Barros à frente por pouco mais de mil votos, como mostra a matéria sobre como Umuarama votou. A apuração completa está no painel de resultados do TSE, e outras notícias, na editoria Jornalismo.

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