Queijos do Paraná somam 667 medalhas em seis anos
Queijos do Paraná acumulam 667 medalhas em premiações nacionais e internacionais nos últimos seis anos, com apoio do IDR-Paraná e da regularização pelo Susaf-PR.
Os queijos do Paraná acumulam 667 medalhas em premiações nacionais e internacionais nos últimos seis anos, segundo levantamento divulgado na quarta-feira (14) pela Agência Estadual de Notícias. O resultado vem acompanhado de outro número que interessa diretamente ao pequeno produtor: o salto no total de agroindústrias familiares regularizadas para vender seus derivados de leite em todo o estado.
Queijos do Paraná entre os melhores do Brasil e do mundo
Só na edição de 2026 do Prêmio Queijos do Brasil, participantes paranaenses levaram 272 medalhas. Entre as regiões com participantes premiados estão Curitiba, Toledo, Apucarana, Ponta Grossa, Cascavel, Francisco Beltrão e Paranavaí, esta última a representante do Noroeste na lista. Além dos queijos, doce de leite, iogurte, manteiga e requeijão também foram reconhecidos.
No Mundial do Queijo do Brasil, realizado em abril em São Paulo, o Paraná teve 43 medalhistas entre 198 inscritos. Doze queijarias acompanhadas pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) estão entre as premiadas, com medalhas de Super Ouro a Bronze.
O reconhecimento também ultrapassou as fronteiras do país. No World Cheese Awards de 2024, em Portugal, o queijo Passionata, de Toledo, ficou em 9º lugar entre os dez melhores do mundo. Na edição de 2025, em Berna, na Suíça, outros três queijos de Toledo foram premiados em uma disputa com mais de 5 mil produtos avaliados por especialistas de mais de 50 países.
Regularização abriu mercado para a agroindústria familiar
Por trás das medalhas está um movimento de formalização. Segundo o Governo do Estado, o número de agroindústrias de produtos de origem animal habilitadas no Susaf-PR, sistema que permite vender fora do município de origem, passou de 55 em dezembro de 2023 para 173 em maio de 2026. Os municípios integrados ao sistema saltaram de 95 para 207, acima da meta de 200 prevista para este ano.
A diferença aparece no bolso. Uma produtora de Araucária, que regularizou o negócio pelo Programa Agroindústria, viu o quilo do queijo passar de cerca de R$ 40 para aproximadamente R$ 55, de acordo com o relato divulgado pelo Estado. O levantamento aponta ainda que 30 novas queijarias foram implantadas nos últimos três anos e que cerca de 85 famílias vivem da produção de derivados de leite.
O que isso significa para o produtor da região de Umuarama
Para quem tem leite na propriedade no Noroeste, o caminho passa pela assistência técnica do IDR-Paraná, que mantém o Programa Agroindústria e o Programa Pecuária de Leite, e pela habilitação na Adapar, responsável pelo Susaf-PR. O Estado informa que o IDR-Paraná tem capacidade para atender cerca de mil agroindústrias por ano. A próxima vitrine é a 3ª edição do Prêmio Queijos do Paraná, prevista para junho de 2027, e quem pretende disputar precisa estar regularizado até lá.
A valorização da produção familiar já aparece em outras ações do setor, como a Feira da Agroindústria Familiar promovida pelo IDR-Paraná, e combina com a vocação da região, que também se destaca em outras cadeias, como mostra a liderança de Umuarama na produção de mandioca no Paraná.
Os dados completos estão na Agência Estadual de Notícias do Paraná.