Uma rádio da:
Compra R$ 5,07
Venda R$ 5,08
Umuarama

Raiva em Umuarama: cuidados com cães, gatos e morcegos

Dia Mundial contra a Raiva reforça a prevenção. Morcegos estão ligados a 22 dos 37 casos humanos no Brasil desde 2016, e o Paraná teve 59 morcegos positivos em 2025. Veja o que fazer em caso de mordida.

Publicado
Raiva em Umuarama: cuidados com cães, gatos e morcegos

A prevenção da raiva em Umuarama começa por cuidados simples, como manter cães e gatos vacinados e nunca tocar em morcegos. O alerta ganhou força com o Dia Mundial contra a Raiva, lembrado na segunda-feira (28), data que reforça a importância da vacinação dos animais, da vigilância e da procura rápida por atendimento depois de qualquer mordida ou arranhão.

A raiva é causada por um vírus que ataca o sistema nervoso e, depois que os sintomas aparecem, quase sempre leva à morte. Por isso, segundo a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), a prevenção e o atendimento logo após a exposição são as formas de proteção.

Morcegos são hoje o principal risco de raiva

O Brasil avançou muito no controle da raiva transmitida por cães. De acordo com o Ministério da Saúde, o país não registra há mais de uma década casos humanos ligados à variante canina do vírus. O risco, porém, continua: entre 2016 e 2026, foram confirmados 37 casos de raiva humana no Brasil, todos associados a variantes de animais silvestres, e os morcegos estiveram envolvidos em 22 deles.

O cenário no Paraná confirma esse alerta. Dados preliminares da Sesa mostram que, em 2025, 59 morcegos testaram positivo para raiva no estado, além de 216 herbívoros, como bois, cavalos, ovelhas e cabras, o que também preocupa quem cria animais na zona rural. A Sesa lembra ainda que o calor aumenta a presença de morcegos, e 41,6% das agressões por esses animais acontecem entre dezembro e março, segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Com a chegada dos dias quentes, o cuidado precisa ser redobrado.

O que fazer em caso de mordida, arranhão ou contato com morcego

A orientação da Sesa é lavar o local imediatamente com bastante água corrente e sabão e, se possível, aplicar um antisséptico, como iodopovidona ou clorexidina. Em seguida, a pessoa deve procurar atendimento médico sem demora. Em Umuarama, o caminho é a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, onde a equipe avalia a necessidade de vacina ou soro antirrábico. A lambedura em feridas ou mucosas também conta como exposição e deve ser avaliada.

Quando a agressão for de um cão ou gato, a Sesa recomenda observar o animal por dez dias e avisar o serviço de saúde se ele adoecer ou morrer nesse período. Já os morcegos e outros animais silvestres nunca devem ser tocados diretamente, principalmente quando estiverem caídos no chão ou em situações fora do comum. Nesses casos, o certo é afastar pessoas e animais do local e comunicar a vigilância em saúde.

Vacinação anual protege os animais e a família

Segundo a Sesa, a vacinação anual de cães e gatos é eficaz para prevenir a raiva nesses animais e, por consequência, proteger quem convive com eles. Os especialistas também orientam ficar atento a sinais como mudança de comportamento, agressividade fora do normal, salivação excessiva, dificuldade para engolir, falta de coordenação e paralisia, que devem ser avaliados por um veterinário.

Quem tem animais de estimação pode aproveitar para colocar a saúde deles em dia, como mostrou a reportagem sobre o programa CastraPet em Umuarama. Os cuidados com o calor, que favorece a presença de morcegos, estão na matéria sobre a onda de calor em Umuarama, e outras notícias estão na editoria de Saúde. As orientações completas podem ser consultadas na página da Secretaria da Saúde do Paraná.

Ouvindo Ao Vivo
Olá, clique no play para começar a ouvir a Rádio Amizade FM.