Intoxicação infantil: Sesa alerta pais no Mês das Crianças
Paraná registrou 1.951 casos de intoxicação em crianças de até 12 anos de janeiro a setembro de 2026. Medicamentos lideram e a maioria dos casos acontece em casa. Veja como prevenir e o que fazer.
A intoxicação infantil atingiu 1.951 crianças de até 12 anos no Paraná entre janeiro e setembro de 2026, segundo dados do Sinan, sistema do Ministério da Saúde, divulgados na quinta-feira (15) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). O número é 10,7% menor que o do mesmo período de 2025, quando houve 2.187 notificações, mas o alerta continua no Mês das Crianças porque a maior parte dos casos acontece dentro de casa.
De acordo com a Sesa, 1.707 das ocorrências deste ano foram registradas na residência da própria família, enquanto 77 aconteceram em escolas ou creches. Os medicamentos lideram a lista, com 880 casos de uso indevido ou ingestão acidental, seguidos pelos produtos de limpeza e de uso doméstico, com 394.
Por que a intoxicação infantil é tão comum
A explicação, segundo a secretaria, está na curiosidade típica da infância somada a um organismo ainda em desenvolvimento, que sofre efeitos mais rápidos e graves. Comprimidos coloridos e embalagens chamativas também são facilmente confundidos com balas e doces. Cosméticos, venenos contra pragas e plantas tóxicas completam a lista de riscos.
Como a criança pequena nem sempre consegue dizer o que sente, a Sesa orienta os pais a observar sinais como dor ou queimação na boca, na garganta ou no estômago, vômito, diarreia, dificuldade para respirar, confusão mental, mudança na cor dos lábios, paralisia e convulsão. Os sintomas variam conforme o produto e podem demorar a aparecer, por isso embalagens abertas, vazias ou fora do lugar já merecem atenção.
Como prevenir, segundo a Sesa
A principal recomendação da secretaria é guardar remédios, produtos de limpeza, inseticidas, raticidas e cosméticos em armários altos e trancados. A Sesa também orienta a nunca dizer à criança que remédio é doce ou que serve para “ficar forte”, a dar medicamentos apenas com prescrição médica e a não reaproveitar garrafas PET ou potes de comida para armazenar produtos químicos, que devem ficar sempre nas embalagens originais.
Outras medidas citadas pela secretaria são manter alimentos longe de produtos de limpeza e inflamáveis, identificar plantas tóxicas em casa, no quintal e na escola, e contratar somente empresas credenciadas pela Vigilância Sanitária para dedetização. O secretário estadual da Saúde, César Neves, reforçou a importância do armazenamento seguro e de agir rápido diante de qualquer suspeita.
O que fazer em caso de suspeita em Umuarama
Para as famílias de Umuarama, a orientação da Sesa é procurar imediatamente a Unidade Básica de Saúde ou o Pronto Atendimento mais próximo, mesmo que a criança pareça bem. É importante levar a embalagem, o rótulo, uma foto ou o nome do produto, para que a equipe identifique o agente com rapidez.
Os Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) atendem 24 horas, tanto profissionais de saúde quanto a população. O número estadual é o 0800 0410 148, gratuito. Mais próximo do Noroeste, o CIATox de Maringá atende pelo (44) 3011-9127. A Sesa recomenda salvar esses contatos no celular ou deixá-los em um lugar visível da casa.
Leia também: outras notícias de saúde e o que acontece em Umuarama. Fonte oficial: Secretaria de Estado da Saúde do Paraná.