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Agronegócio

Abate de frangos no Paraná cresce 4,9% no semestre

Paraná abateu cerca de 1,1 bilhão de frangos no primeiro semestre de 2026, alta de 4,9%, e segue com 35% dos abates do país, aponta o Deral.

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Abate de frangos no Paraná cresce 4,9% no semestre

Foto: Divulgação/IDR-PARANÁ

O abate de frangos no Paraná cresceu 4,9% no primeiro semestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado, chegando a cerca de 1,1 bilhão de aves. O dado está no Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado na quinta-feira (8), com base na Pesquisa Trimestral do Abate de Animais do IBGE.

Com esse volume, o estado manteve a liderança nacional com folga: respondeu por 35% dos abates de frango do Brasil no semestre, enquanto Santa Catarina, segunda colocada, ficou com 13,1%. No país, foram abatidas 3,3 bilhões de cabeças, alta de 3,2%.

Abate de frangos no Paraná: carne cresce mais que o número de aves

A produção de carne avançou em ritmo ainda maior. De janeiro a junho, o Paraná produziu 2,6 milhões de toneladas de carne de frango, 8,4% a mais que os 2,4 milhões de toneladas do primeiro semestre de 2025. Como a carne cresceu acima do número de cabeças, o boletim indica ganho de peso médio das aves abatidas.

Para o diretor do Deral, Marcelo Garrido Moreira, os números mostram “um cenário de atividade aquecida no campo paranaense”. A suinocultura também andou para frente: o estado, segundo maior produtor do país, abateu 6,5 milhões de suínos no semestre (alta de 1,6%) e produziu 623,6 mil toneladas de carne (alta de 1,8%).

Soja e feijão avançam no campo

O mesmo boletim trouxe o andamento da safra de verão 2026/27. O plantio da soja chegou a 36% da área prevista no estado, ritmo um pouco acima da média das últimas safras. Segundo o Deral, a umidade do solo tem favorecido a germinação e o desenvolvimento inicial das lavouras, cenário que o portal já vinha acompanhando no avanço do plantio da soja no Noroeste.

No feijão de primeira safra, o plantio atingiu 52% da área projetada, que é de 88,3 mil hectares, 14% menor que a do ciclo anterior. A colheita das lavouras mais precoces deve começar em dezembro. A redução de área ajuda a explicar o comportamento dos preços: em setembro, o produtor recebeu 12% a mais pelo feijão carioca e 8% a mais pelo preto, com alta acumulada de cerca de 60% em 12 meses, de acordo com o Deral.

O que isso significa para o produtor da região

Para quem trabalha com avicultura integrada no Noroeste, o crescimento dos abates indica demanda firme das agroindústrias, que vinha aparecendo também nos preços do frango vivo em setembro. Já para o produtor de feijão, a menor área plantada no estado sustenta a expectativa de preços firmes na colheita, embora o resultado ainda dependa do clima nas próximas semanas. Mais notícias do setor estão na editoria de Agronegócio.

Fonte: Boletim Conjuntural do Deral/Seab de 8 de outubro de 2026, com dados do IBGE. Leia também a cobertura do Canal Rural.

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